Resident Evil de Zach Cregger: O Reboot Que Quer Devolver o Medo à Franquia
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Resident Evil de Zach Cregger: O Reboot Que Quer Devolver o Medo à Franquia

O diretor de Noites Brutais e A Hora do Mal assume a adaptação da Capcom com uma história inédita inspirada em Resident Evil 2. O filme estreia nos cinemas brasileiros em 17 de setembro.

Rodrigo Silva

Um Recomeço do Zero

Depois de seis filmes estrelados por Milla Jovovich entre 2002 e 2016 e de uma tentativa de reboot em 2021, Resident Evil volta aos cinemas com uma proposta bem diferente. A nova versão chega às salas brasileiras em 17 de setembro de 2026, um dia antes da estreia nos Estados Unidos, e não tem nenhuma ligação com as adaptações anteriores.

No comando está Zach Cregger, que em poucos anos virou um dos nomes mais comentados do terror americano com Noites Brutais e A Hora do Mal. O roteiro é dele em parceria com Shay Hatten, que tem no currículo John Wick 4: Baba Yaga e Army of the Dead.

A História

Em vez de recontar a trama de um jogo específico, o filme cria uma história original. A sinopse oficial apresenta Bryan, um entregador de suprimentos médicos que, sem querer, se vê em uma corrida frenética pela sobrevivência enquanto uma noite horripilante desmorona ao seu redor.

A inspiração mais forte vem de Resident Evil 2 (1998), um dos capítulos mais amados da série. A ideia é recuperar a tensão e a sensação de vulnerabilidade dos games da Capcom, algo que os fãs sentiam falta nas adaptações anteriores, mais focadas em ação.

Elenco

  • Austin Abrams (Euphoria, A Hora do Mal) como Bryan, o protagonista
  • Paul Walter Hauser (O Caso Richard Jewell) como Carl, cientista da Umbrella
  • Zach Cherry (Ruptura) como Dave, cientista da Umbrella
  • Kali Reis (True Detective: Terra Noturna) como Pauline, cientista da Umbrella
  • Johnno Wilson como Max, agente de segurança da Umbrella

Com três cientistas da Umbrella no elenco principal, fica claro que a corporação responsável pelo vírus continua no centro da história.

Produção

O filme é uma produção da Constantin Film, que detém os direitos da franquia no cinema desde os anos 2000, em parceria com a PlayStation Productions e a Vertigo Entertainment. A distribuição é da Sony Pictures, e o orçamento divulgado é de cerca de US$ 80 milhões.

Cregger e Austin Abrams também confirmaram passagem por São Paulo para divulgar o longa, um sinal de que a Sony aposta alto no público brasileiro, historicamente fiel à franquia.

Por Que Vale Ficar de Olho

Adaptações de games deixaram de ser motivo de piada nos últimos anos, e Resident Evil sempre foi uma das franquias mais difíceis de acertar: os jogos misturam terror de sobrevivência, puzzles e ação em doses que mudam a cada capítulo. Colocar um diretor de terror autoral à frente do projeto indica uma escolha clara pelo medo em vez do espetáculo.

Se Cregger repetir o que fez em seus filmes anteriores, com reviravoltas inesperadas e um clima de desconforto crescente, esta pode finalmente ser a adaptação que os fãs esperam desde 1996.


Resident Evil estreia nos cinemas brasileiros em 17 de setembro de 2026.